São
medicamentos que têm as mesmas características e produzem
no corpo os mesmos efeitos que os medicamentos de marca (medicamentos
de referência já comercializados no Brasil). A diferença
é que eles não têm nome comercial e são
vendidos pelo princípio ativo, ou pelo nome Genérico.
Cada Medicamento
Genérico tem o mesmo resultado de tratamento que o seu respectivo
medicamento de referência, mas custa menos, por ser igual
a esse medicamento já conhecido e também por não
precisar de investimento em pesquisa para seu desenvolvimento nem
de publicidade para a marca, já que não tem nome comercial.
A seguir apresentamos
uma série de esclarecimentos à respeito dos Medicamentos
Genéricos (clique nas perguntas para ver suas respostas):
01.
O que são medicamentos similares?
Os similares são
medicamentos que possuem o mesmo fármaco, a mesma concentração,
forma farmacêutica, via de administração, posologia
e indicação terapêutica do medicamento de referência
(ou marca), mas não têm sua bioequivalência com
o medicamento de referência comprovada.
02.
O que são medicamentos de referência?
São, normalmente,
medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança
e qualidade foram comprovadas cientificamente, por ocasião
do registro junto ao Ministério da Saúde, através
da ANVISA. São os medicamentos que, geralmente, se encontram
há bastante tempo no mercado e tem uma marca comercial conhecida.
03.
Como identificar os três tipos de medicamentos existentes
no mercado brasileiro: os genéricos, os similares e os de
marca?
A diferença
está na embalagem. Apenas os medicamentos genéricos
contêm, em sua embalagem, logo abaixo do nome do princípio
ativo que os identifica, a frase "Medicamento genérico
- Lei 9.787/99". Além disso, os genéricos são
identificados por uma grande letra "G" azul impressa sobre
uma tarja amarela, situada na parte inferior das embalagens do produto.
É o que estabelece a Resolução RDC nº
47, de 28 de março de 2001. Para saber como identificar um
medicamento genérico visite a seção Como
Identificá-los.
04.
O medicamento genérico tem o mesmo efeito do medicamento
de marca?
Sim. O medicamento
genérico têm a mesma eficácia terapêutica
do medicamento de marca ou de referência. O medicamento genérico
é o único que pode ser intercambiável com o
medicamento de referência, visto que foi submetido ao teste
de bioequivalência.
05.
Quem faz os testes que possibilitam que um produto receba o registro
de genérico?
Os testes de equivalência
farmacêutica e bioequivalência são realizados
em centros habilitados junto à ANVISA. Clique aqui para obter
informações adicionais.
06.
O que é o teste de equivalência farmacêutica?
Segundo a legislação
brasileira, o medicamento genérico deve ser equivalente farmacêutico
ao seu respectivo medicamento de referência, ou seja, deve
conter o mesmo fármaco, na mesma dosagem e forma farmacêutica.
O teste de equivalência farmacêutica é realizado
"in vitro" (não envolve seres humanos), por laboratórios
de controle de qualidade habilitados pela ANVISA.
07.
O que é o teste de biodisponibilidade?
A biodisponibilidade
relaciona-se à quantidade absorvida e à velocidade
do processo de absorção do fármaco liberado
a forma farmacêutica administrada. Quando dois medicamentos
apresentam a mesma biodisponibilidade no organismo, sua eficácia
clínica é considerada comparável.
08.
O que é o teste de bioequivalência?
O teste de bioequivalência
consiste na demonstração de que o medicamento genérico
e seu respectivo medicamento de referência (aquele para o
qual foi efetuada pesquisa clínica para comprovar sua eficácia
e segurança antes do registro) apresentam a mesma biodisponibilidade
no organismo. A bioequivalência, na grande maioria dos casos,
assegura que o medicamento genérico é equivalente
terapêutico do medicamento de referência, ou seja, que
apresenta a mesma eficácia clínica e a mesma segurança
em relação ao mesmo.
09.
O que é princípio ativo?
É a substância
existente na formulação do medicamento, responsável
pelo seu efeito terapêutico. Também denomina-se fármaco.
10.
Como devem atuar os médicos, no momento da prescrição
da receita?
A prescrição
com a denominação genérica do medicamento é
obrigatória somente no serviço público (SUS).
Nos demais casos, ficará a critério do profissional
responsável, podendo ser realizada sob nome genérico
e/ou comercial.
11.
O médico pode proibir a troca do remédio de marca
pelo medicamento genérico?
O profissional poderá
restringir a substituição do medicamento de referência
pelo genérico (intercambialidade); todavia, esta orientação
deverá ser escrita de próprio punho, de forma clara
e legível.
12.
Se na farmácia não tiver o medicamento genérico,
como o usuário deve proceder?
O usuário
deve solicitar ao farmacêutico orientações quanto
à substituição do medicamento, conforme a prescrição,
ou procurar outro estabelecimento que possua o medicamento genérico
prescrito.
13.
Qual a vantagem de comprar o medicamento genérico?
Pela comprovação
da boa qualidade do medicamento genérico, atestado pela ANVISA,
e pelo menor custo, em relação ao medicamento de referência.
14.
É preciso receita médica para comprar um medicamento
genérico?
Sim. Qualquer medicamento,
exceto os de venda livre, seja de marca, similar ou genérico
deve ser vendido mediante prescrição médica.
A auto medicação é uma prática perigosa.
15.
Em que outros lugares do mundo os genéricos já foram
implantados? Deu certo?
Os Estados Unidos
e muitos países da Europa já adotam políticas
semelhantes há mais de 20 anos.
O mercado mundial
de medicamentos genéricos cresce, aproximadamente, 11% ao
ano. Nos Estados Unidos, a participação do receituário
de genéricos alcançou cerca de 42% das prescrições.
Os EUA, o Japão e a Alemanha representam cerca de 60% do
mercado mundial de genéricos, cuja expansão é
inevitável.
Os medicamentos
vendidos pelo nome do princípio ativo deram tão certo,
que o mercado de genéricos representa 72% do receituário
médico, nos EUA, a um custo médio de 30% mais barato
em relação ao medicamento de marca.
16.
As indústrias estrangeiras instaladas no Brasil fabricam
mais similares ou genéricos? E as nacionais?
As indústrias
farmacêuticas estrangeiras, instaladas no Brasil, fabricam
mais medicamento de referência ou de marca, porque fazem pesquisas
em grandes centros de alta tecnologia no seu país de origem,
com grande capital de giro para investir. No entanto, as referidas
indústrias produzem similares e podem produzir genéricos.
As indústrias nacionais têm maior produção
de medicamentos similares. Atualmente, os medicamentos genéricos
já fazem parte da produção nacional.
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